
E como eu disse que seria, mais uma brilhante peça desse país maravilhoso. Em Gothenburg, Suécia, foi formada no ano de 2003 em uma noite quente e praticamente na mesma hora em que os integrantes se conheceram, uma banda totalmente promissora e que superou as expectativas de muita gente: Ef.
Naquela mesma noite de maio, os integrantes Claes Strängberg (guitarra e órgão), Tomas Torsson (guitarra, vocal e acordeão), Jonatan Hammar (cello, guitarra e trompete), Mikael Hillergård (baixo) e Niklas Åström (bateria) resolveram juntar os instrumentos e tocar, simplesmente para misturar melodias, efeitos e puras emoções que deram início às composições do seu primeiro álbum, lançado em 2006, Give Me Beauty… Or Give Me Death! pelo selo independente And the Sound Records.
Sendo constantemente comparada com outros grandes nomes como Cult of Luna, Sigur Rós, Mogwai ou This Will Destroy You, é fácil perceber o que esses 7 suecos fizeram, pra ter um resultado tão único quanto especial. Grandes melodias como as de Explosions In The Sky, o brilho de Sigur Rós e um sentimento único. Ef é uma mistura de melancolia, suavidade, energia, clímax hora relaxantes, hora mais agressivos e tons sempre brilhantemente usados e combinados com todos os instrumentos.
A banda possui atualmente dois álbuns (Sendo “I Am Responsible” o mais recente, lançado este ano) e já apareceu em diversas compilações por todo o mundo, desde o lançamento seu primeiro disco que além de tudo, os fez explodir na cena do país e de vários outros países da Europa abrindo portas para várias turnês em todo o continente.
Sendo considerado então seu álbum mais importante, além de álbum de estréia, o Give Me Beauty… se justifica. São 52 minutos sensacionais, com altos e baixos, misturas melódicas e agressivas. A banda incorpora os instrumentos como se fossem um só e faz assim cada uma das 6 faixas do disco, especialmente falando de Hello Scotland, Final Touch Hidden Agenda e He Came, He Stayed, He Fell, que explode em um clímax fantástico, mostra uma face mais séria, contrastando com vocais femininos e uma melodia exuberante, com xilofones e efeitos eletrônicos, respectivamente falando.
Uma banda com “vergonha” de cantar, faz da voz — lembrando um pouco Sigur Rós — um instrumento adicional, que soa como um perfeito encaixe no resto da peça.
É uma arte, extremamente inteligente. Fala por si só.