Então, voltando, o post de hoje é sobre a banda escocesa Mogwai e de antemão, quero dizer que é pra umas pessoas especiais e que elas saibam quem são, quando lerem isso.
Pois bem, voltando em 1984, filme de Joe Dante, lembra dos monstrinhos fofos e amáveis que quando em contato com a água viravam uns monstros feios e raivosos? Não? Pois é, esses monstrinhos fofos eram os Mogwais e viravam os Germlins. E de fato, a metáfora fez sentido. A música feita por esses cinco mogwais [Stuart Braithwaite (guitarrista e vocalista), Dominic Aitchison (guitarrista e baixista), Martin Bulloch (baterista), John Cummings (guitarrista), Barry Burns (multi-instrumentista)] tende a oscilar entre o calmo e meigo para o agitado e forte, sendo em sua maior parte, instrumental.
Formada em 1994, a banda conta com 8 álbuns mais um grande número de EP’s e singles. Tendo evoluído muito desde seu primeiro release (Tuner, no qual as músicas ainda possuiam letras e eram cantadas, com “vocais normais”), teve seu ápice, para muitos críticos, e assim como pra mim em Come On Die Young, gravado em 1999 e sendo considerado por muita gente uma continuação do álbum Young Team (1997). Bom, por aí você já pode ter uma idéia do sabor da bolacha. Mogwai não é uma banda qualquer, é uma das bandas mais conhecidas de post-rock e serviu/serve de influência para muitas outras.
Bom, agora o ano é 1999. Depois de muita mudança, do agitado pro calmo, do chão pro céu, do suave pro forte e vice-versa, eles fazem um dos álbums mais comentados da história do post-rock: Come On Die Young. Com um grupo de 12 faixas sensacionais, é um álbum que te faz sentir e te faz querer mais. Um álbum que como todos os outros, conta apenas com guitarras, baixo, bateria, teclado/piano e em algumas vezes com os vocais de Stuart Braithwaite mas que ainda assim é uma peça simplesmente linda, sutil (ou não), um tanto quanto irreal e tremendamente saborosa. Com sensíveis transações do suave para nada delicadas melodias, abre a pensamentos e emoções diversas, permitindo a quem escuta, sentir antagônicos e quaisquer sinônimos ao mesmo tempo, sejam eles amor e ódio, felicidade e tristeza, calma, ansiedade, prazer… mas acima de tudo, dá pra sentir a música, cada melodia, cada pedacinho da letra, cada pedacinho do sonho. São 12 faixas que têm uma mágica extraordinária. Mexendo lá no fundo. Mogwai mostra que sentimentos são bem mais que qualquer coisa. Sentimentos são o que move o mundo e as pessoas. São sonhos, são música, são realidade, são o surrealismo, são tudo o que importa. Por trás desse álbum, existe uma semente que depende de você pra crescer. Basta escutar uma vez e seguindo a idéia de Heráclito de Efeso, nós mesmos já somos outros.
