
Frequentemente hipnotizante, uma mescla suave de electronica e ambient. (Wire magazine)
Bom, então pra começar, vai aqui um ótimo (e mais recente) álbum do sensacional Stafrænn Hákon. Formada pelo islandês Ólafur Josephsson e contando com a vital colaboração de Samúel White e Daniel Lovegrove e a participação de artistas da ilha como Sigur Rós e Ampop, entre outros, Stafrænn Hákon vem construindo esse universo quase que paralelo e jogando para acima das núvens qualquer um que se permita ser embalado pelo som de qualquer um dos seus cinco álbuns ou seus dois EP’s.
Ólafur, que vem tocando em seu estúdio caseiro desde 1999, sendo descrito por vários críticos e revistas como uma mistura de Post-Rock, Lo-Fi, Ambient & Electronica, atravessou a Islândia, no final de 2005, para encontrar Lárus Sigurðsson, quem o ajudou a gravar em uma igreja, as harpas da música de abertura do – se me permitem – brilhante álbum, “Gummi” e colaborando, juntamente com a guitarra totalmente ambient para a gravação de “Járn“, uma das faixas mais completas que Ólafur já compôs.
O álbum também guarda uma ótima surpresa, para os amantes das melodias islandesas. A última faixa, “Veggur“, conta com a ilustre participação de Birgir Hilmarsson (das bandas Blindfold e Ampop), que toca as últimas notas harmônicas da música e fazendo o mais alto clímax da faixa, cantando com sua voz suave acompanhando as camadas de guitarra, produzidas por Samúel White e a bateria quase crocante do companheiro Daniel Lovegrove.
Para quem espera suavidade, beleza e muita emoção. Pode deliciar da overdose que Stafrænn Hákon preparou em seu mais recente álbum, lançado no dia 15 de abril do ano passado, Gummi. Um coletivo de melodias que realmente é capaz de envolver o mundo a volta em uma bolha de boas sensações. Indispensável.